sábado, fevereiro 10, 2007

A Arte da Fuga

Olá amigos e amigas do Renatadas. Tudo bom ? Espero que sim.

Interrompemos a presente ficção para um pronunciamento extraordinário de meu âmago profundo. Dentro de instantes, mais um capítulo da estória que ora se constitui sob seus valorosos olhares.

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A Arte da Fuga.

Eis me aqui, novamente.
Águas profundas, barrentas,
Escurecidas por refletir o céu noturno.

Eis me aqui, novamente.
Correntes, cárcere efêmero, incessante,
Impelidas, infinitas, pelas forças que tudo integram.

Eis me aqui, novamente.
Duro embate, cortando o ar, silêncio,
Nada em rocha, uma batalha por cada inspiração.

Eis me aqui, novamente.
Densidade, Máscara de Ferro sobre a verdade,
Lealdade, unidade, totalidade,
Totalidade, unidade, possibilidade, liberdade ?

Eis me aqui, novamente.
Incisivo brilho, sobre ar...
Oriente, tangente ocidente, oriente.

Eis me aqui, novamente.
Vazio ao insurgente, Ventoso fenecer,
Acalanto ora lacuna, pássaro incandescente.

Eis me aqui, novamente.
Sob o peso das quedas livres, força fluente,
Natureza inclemente, ferro frio em coração rebelde.

Eis me aqui, novamente.
Felino, ideal vaporizado que se faz em devaneios.
Anseios que povoam madrugadas,
Alegres, contidas, doloridas, temidas, vividas... Vidas ?

Eis me aqui, novamente, eternamente, pois latente.

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Epílogo - Uma pequena ressalva:

Ressalto que não declaro esse post extraordinário por ser especialmente inspirado. Dou-lhe essa designação por ser raro na expressão de minha essência.

Beijo para as damas, abraço, tudo de bom e felicidades a todos e todas que, por simplesmente correrem seus olhos por aqui, emprestam a esse oceano virtual de pensamentos, um pouco de sua espontânea elegância.

De seu amigo, com muito a ouvir, algo a dizer, mas pouco a vocalizar,

Renato F.C.

1 Comments:

Blogger Jak said...

Gostei da sonoridade.

12:54 PM

 

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