sexta-feira, agosto 03, 2007

Back In The Saddle II - Consumando III - A Zica Contra-Ataca

[Iniciando o post ao som de Dulce Pontes - Cinema Paradiso]

Olá amigos e amigas do Renatadas. Tudo bom ? Espero que sim.

No post de hoje, falarei sobre o último show da Consumação Máxima, banda na qual participo como vocalista.

Esse foi o nosso 3º show no Radio Clube Brasil, e aconteceu há alguns sábados atrás, dia 21/07/2007.

Antes de continuar e falar diretamente do próprio show em si, devo lhes dizer, meus amigos e amigas, que nesse dia várias pequenas coisas ocorreram de uma maneira um pouco estranha, o que não é necessariamente ruim, apenas um pouco inquietante.

Primeiro, tivemos que passar o som meio na correria.

E querem saber de uma coisa ?

Não imaginava que esse fato faria tanta diferença na qualidade de nosso show quanto eu considero que isso fez.

Além disso, nesse show, até onde eu sabia, nenhum amigo ou amiga iria pois aqueles que eu considero ter maiores chances de comparecer com alguma assiduidade em nossos shows haviam viajado para uma chácara no interior.

Ah, e querem saber de mais uma coisa ?

Eu adoraria ter ido com eles !!!! Seria tão bom se o show fosse na sexta, ou no fim de semana posterior... Mas enfim, compromisso é compromisso, e lá estava eu naquele barzinho pronto a fazer mais um show com a Consumação Máxima, que é algo que eu gosto muito de fazer.

Bem, voltando ao show, estava na companhia de meu amigo, o baixista da banda, Vinícius "JazzBass" Cesarolli, e da família dele quando, para minha imensa e felicíssima surpresa, vejo um grupo de rostos conhecidos ocupando uma mesa próxima à entrada do bar, por coincidência, a mesma em que meus amigos e amigas do Arkfer, que foram no show anterior, ocuparam.

Imediatamente pedi licença a meu amigo baixista e sua família e fui em direção a esse grupo de amigos e amigas que, logo que comecei a ir à direção deles, já me reconheceram e chamaram por um de meus apelidos, "Faria", meu sobrenome do meio.

Então, com um sorriso que ia de orelha a orelha, tive o prazer de cumprimentar meu carissíssimo amigo Renato Sapienza, também conhecido como Sapo, de quem falei aqui há quase um ano atrás, no post "Pelos Velhos e Pelos Novos Tempos", colocado aqui no dia 02/09/2006, cujo link é o seguinte:

http://renatadas.blogspot.com/2006/09/pelos-velhos-e-pelos-novos-tempos.html

Junto a ele, estavam sua namorada, Sodreia, sua irmã e minha caríssima amiga, Fran Sapienza, nosso amigo Edu, que conheci quando ainda cursava o colegial, no Colégio Cardeal Motta, e a namorada deste último que, se não me falha a memória, se chama Andressa. (Edu, e Namorada: Se por falta de memória eu tiver feito confusão e seu nome não for Andressa, por favor, desculpem este que ora escreve.)

E do momento em que nos encontramos em diante, fiquei lá conversando com esse pessoal até que se aproximou a hora do show e os momentos que eu havia reservado para aquecer minha voz.

Aqueci a voz, e chegou a hora do show. Dessa vez, o set foi o seguinte:

-Somebody Told Me
- Take me Out
- Pain Lies On The Riverside
- Vertigo
- Because the Night

- Vou Deixar
- Do Seu Lado
- Ana Julia
- Amor Perfeito
- Além do Horizonte
- Quando
- Meu Erro
-Menina Veneno
- Inútil
- Vira-Vira

(INTERVALO - 15 minutos)

- Pretty Woman
- Come On Let's Go
- Twist And Shout
- Hard Day's Night
- Blue Suede Shoes
- Summertime Blues
- Johnny Be Good
- La Bamba

(Atendendo a Pedidos)

- Should I Stay or Should I Go
- Pet Cemetery

- Smoke on the Water
- Satisfaction
- Jumping Jack Flash
- Roadhouse Blues
- Rock'n'Roll All Nite
- Born to be Wild
- Mony Mony

(Bis - Atendendo a Pedido de Aniversariante)

- Mr. Jones

Começamos o show, eu vestia uma calça blue-jeans, uma camisa japonesa que minha ex-namorada me deu e que parece uniforme de aviador kamikaze da Segunda Guerra Mundial e por baixo dessa camisa eu vestia a recém produzida e adquirida camiseta da Consumação Máxima.

Na cabeça eu usava os benditos óculos espelhados que não me deixam ver nem meu próprio pé, e uma bandana que o Milton, nosso guitarrista, me emprestou, a qual também carregava lindas estampas japonesas com uma montagem feita sobre o desenho da bandeira imperial que o Japão usou na mesma guerra que eu cito acima, embora na bandana os desenhos tenham sido feitos sobre um fundo preto

Tudo parecia correr bem na primeira música, que foi muito bem executada até que a maré começou a virar para mim.

De uma maneira que me impressionou muuuuuuito, pela primeira vez, no Radio Club Brasil, minha garganta passou as cinco primeiras músicas absolutamente seca.

Por Deus, que sensação desagradável !!!!

Bom, pensando sobre isso, acho que o que causou essa secura toda em minha garganta foi principalmente o ar condicionado, que estava mais forte do que nos outros dias, uma vez que esse dia estava bastante quente.

E, como se não bastasse isso, devo admitir:

Estava um pouco mais apreensivo por esse show do que estive pelos outros... Se isso ocorreu devido à passagem de som não ter sido realizada da melhor maneira, ou se foi por algum outro motivo, eu não sei e, parafraseando Chicó, personagem daquela obra de Ariano Suassuna, "O Auto da Compadecida", "só sei que foi assim". ^_^

Então chegamos às nacionais e, de repente, não mais que de repente, as caixas de som responsáveis pelo retorno relativo ao som que produzíamos no palco, cujo volume foi diminuindo desde que havíamos começado o show, ficaram definitivamente inaudíveis.

E se eu já tinha uma sensação desagradável porque minha garganta estava absolutamente seca, foi nesse momento que a coisa, pelo menos para mim, ficou horrível mesmo. Querem saber por quê estou sendo duro em minhas palavras ? Explico:

Como não me ouvia, comecei a, consciente ou inconscientemente, começar a cantar mais forte, tentando compensar a ausência de volume das caixas de som do retorno com a força da minha garganta. E como diria o Sapo, supra citado, e a Sun, minha caríssima amiga, maestrina, inspiração "ídola", professora e modelo de bom uso vocal, não bom, amigos e amigas, não bom...

Enfim, esse incômodo fato refletiu-se diretamente no meu desempenho vocal fazendo com que eu cantasse muito aquém do que posso e com que minha voz soasse com uma estridência exagerada, o que a faz ficar bem desagradável de se ouvir.

Além disso, por falta desse mesmo retorno, pela primeira e única vez na história dessa banda, aconteceu conosco um pequeno acidente: Nosso baixista não conseguiu ouvir quando nosso guitarrista, o Milton, trocou a ordem de duas músicas e eu e o batera, percebendo isso, o seguimos, enquanto que, por causa dessa ausência de retorno, nosso baixista, que seguia a ordem do set, entrou tocando uma música enquanto a banda entrou tocando outra. Tudo bem, em 3 segundos já estávamos todos tocando a mesma música, mas se o retorno estivesse lá, nada disso teria acontecido.

Um outro fato que, acredito eu, colaborou para que meu desempenho vocal tenha sido, a meu ver, tão insatisfatório foi eu ter cantado todo o set da primeira entrada sozinho, sem que o meu amigo e baterista da banda, o Fabio Ferraz, tenha cantado nenhuma música.

Enfim, posso lhes dizer uma coisa sobre isso:

Cantar 15 músicas que tem um número grande de partes em zonas de passagem vocal sem parar, sem retorno, gritando para me ouvir, e sem ter feito uma passagem de som adequada, realmente é algo que eu não quero repetir nunca mais na minha vida.

Fomos para o intervalo e, após descansar um pouco, fui perguntar ao técnico de som o que tinha acontecido, pois estávamos sem retorno. Ele me olhou com a maior cara lavada do mundo e disse:

"- Fui eu que tirei."

Ao que eu, me contendo para não ser mal-educado, perguntei:

"- Por que ?"

E ele respondeu:

"- Porque o batera de vocês tá mandando ver na bateria e a intensidade do som de vocês tá passando de 110 decibéis. Passou disso eu tiro o som mesmo."

Aí, puto da vida, mas contido, perguntei:

"Se eu falar com o batera, prá ele tocar mais leve, cê põe o retorno de volta ?"

E o técnico respondeu:

"- Não ! Agora que eu tirei, não volto mais."

Aí realmente puto da vida, saí da mesa de som, cheguei no batera e disse:

"- Fabio, senta o braço na bateria que o puto do técnico de som não vai devolver nosso retorno."

Ao que o Fabio respondeu:

"- Beleza."

E entramos para a segunda entrada crentes que estaríamos sem retorno e dispostos a tocar com tudo que tínhamos.

Começamos a primeira música e quem reaparece para o show ? Exatamente ! O bendito retorno.

Mas aí a zona já tinha sido feita, o Fabio entrou moendo na batera, todos nós acompanhamos a animação dele e entramos destruindo também, e foi tudo muito mais legal do que na primeira entrada. Teve até um Elvis Cover, o Claudio, amigo do pai de nosso baterista, cantando "Blue Suede Shoes" com a gente... Muito divertido !!!! ^_^d

Seguimos então compensando a ausência de retorno e as dificuldades técnicas que enfrentávamos devido exatamente à falta dele na base da animação. Teve até sorteio das camisetas da banda e um mexicano "lejitimo" liderando uma coreografia para a "La Bamba".

Então, tudo ia bem de novo, chegamos ao final do show com o pessoal curtindo muito, todo mundo feliz da vida até que, por insistência do público, tocamos a famigerada e fatídica Mr. Jones. Oh, boys and Girls, soooooooooooooooo f****** saaaaaaaaaaaaaaad...

Acho que foi minha pior performance vocal em muuuuuuuuuuuito tempo.

Nessa música, tudo que podia agir contra um bom desempenho vocal estava agindo... Eu estava exausto, física e vocalmente, fazia meses que não tocávamos essa música, estávamos sem retorno, e eu sabia que botar uma música de pouca pegada como essa ia acabar com a aparente empolgação do pessoal.

Resumindo, eu achei que foi um lixo a execução dessa música, assim como o Fabio, o baterista, enquanto o Milton, nosso guitarrista e o Vinicius, nosso baixista, acharam muito boa.

Cá entre nós ? Graças a Deus que essa música, Mr. Jones, saiu definitivamente do nosso repertório... hahahahahahaha... :-p

E agora, para não dizer que esse show foi um amontoado de problemas, vem o que ele teve de melhor, sem contar a presença de meus queridos amigos e amigas citados anteriormente.

Amigos e amigas, fiquei realmente satisfeito com minha performance de palco e minha interação com o público. Pulei, brinquei, dancei, representei, estendi microfone para o público, entreguei os prêmios do sorteio, e, pela primeira vez, me aproveitando do fato de que havia lá um considerável número de mulheres muito bonitas, flertei como nunca havia feito antes em cima de um palco... hahahahahahahahaha.... ^_^d

E o mais incrível para mim é que algumas delas às vezes pareciam corresponder ao flerte...

Pena que depois eu vim a descobrir que essa correspondência nada mais era do que um dos modos que essas belas mulheres encontraram para curtir o show. Quem sabe um dia eu consiga que vá além disso... hahahahahahahahaha.... :-p :-p :-p :-p

Mas como, infelizmente, nesse dia eu parecia estar um pouquinho zicado, um determinado momento de nossa segunda entrada no show, eu tive que tirar os benditos óculos espelhados para ler uma letra de música e eu o deixei sobre meu blusão, que estava sobre minha mala, que estava no fundo do palco. Então, sei lá eu como, quando ou por que, meu blusão caiu de cima da mala e, de alguma maneira bizarra, os óculos foram parar embaixo dele.

Eis que, chegando ao final do show, eu começo a recolher minhas coisas para descer do palco, levanto o blusão do chão e encontro sob ele os óculos com uma lente quebrada e uma de suas pernas separada do resto dos óculos.

Talvez pareça estranho o que falarei agora, dadas as críticas que sempre faço a esses óculos mas fiquei muito triste com esse acontecimento. Espero que ele tenha conserto e que eu possa usá-lo em nosso próximo show.

Enfim, caríssimos amigos e caríssimas amigas, essa é a história daquele que eu considero o show mais zicado que a Consumação Máxima fez no Radio Club Brasil e divido com vocês meus votos de que nunca mais tenhamos que enfrentar um show com tantos problemas.

Muitíssimo obrigado Sapo, Soul-Soul (desculpa a intimidade, Sapo ;-)), Fran, Edu e Andressa pela tão grata e surpreendente presença de todos vocês.

Obrigado também, caríssimos amigos da Consumação Máxima, por tudo que vocês fazem pelo aprimoramento de nosso desempenho como banda.

E obrigado a todos vocês, amigos e amigas que curtem ler esse tipo de história nesse espaço cibernético.

Valeu mesmo !!!! ^_^d

Um beijo para as moças, pérolas com as quais o destino permite torna o cordão de minha vida mais belo, um abraço, tudo de bom e felicidades a todos e todas que, com brilhantismo, carinho e espontânea polidez tornam esse cantinho ciberespacial mais belo.

Até mais, nos vemos aqui novamente nos próximos capítulos de "Back In The Saddle". ;-)

De seu amigo,

Renato F.C..

[Terminando o post ao som de Rage Against The Machine - Freedom]

5 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Eu até quis ser educada, e deixar as outras pessoas comentarem, sabe como é.

Mas pra que fingir o que eu não sou??

Desejo que o próximo show seja totalmente excelente! E cuidado... paquerar as menininhas desavisadas pode acabar dando cadeia... né, senhor Angel Eater???

( entenda que eu tinhaaaaaa que fazer essa brincadeira, foi mais forte do que, hehe.)

5:06 PM

 
Anonymous Anônimo said...

Só pra aumentar um comment!! rs
Daqui a pouco vou ser expulsa daqui.

=PPPP

10:22 PM

 
Blogger The Prince. said...

Poxa vida...

...sabe o que minha bisavó diria nessas horas? Você precisa de um banho de proteção. XDDDDDDDDDD

Aquele mesmo, com casca de alho. Se quiser, depois eu te passo a receita. XDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD

E depois de uma macumba básica, um comentário que me veio à mente no meio do seu post: você percebeu que sua timidez diminuiu bastante em cima do palco? E isso, pode acarretar uma melhora de timidez na sua vida?

Pois é!!! E eu fico muito feliz, muito mesmo, em saber que ela não está te atrapalhando nos seus shows e em seus flertes em cima do palco.

Bom, acho que é isso. XD Ah!! Uma coisa: por que você não põe fotos dos seus shows nesses seus posts? Eu tenho uma enorme curiosidade sobre o local e tudo que envolveu o show. Afinal...ainda não tive o prazer de te ver tocar. XD

Kisses for you!!! o/

3:02 PM

 
Anonymous Anônimo said...

Carácoles, Cava! Xô, zica!
Mas pense assim: tava tão ruim que o próximo só pode ser melhor! hehehe!
Bjin da Sun.

8:11 AM

 
Blogger Gutobat said...

Poatz. Aliás, duplo poatz.

Primeiro, pq eu só fui ler hoje.

Segundo, p que cazzo, nem o óculos escapou? =(

1. O técnico de som é um babaca.
2. Tomara que seu óculos tenha conserto oOd
3. O próximo será melhor, mas sem sombra de dúvida hahahah

Abração,

Gus

10:44 AM

 

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