O Poeta está Vivo.
Olá amigos e amigas do Renatadas, tudo bom ? Espero que sim.
Hoje, pela primeira vez nesse blog, escreverei um post que não é nem um relato de algum evento que aconteceu comigo, nem uma reflexão, nem um desabafo.
Será tudo isso e mais um pouco...
Será uma poesia.
Mas antes de escrevê-la, falarei um pouco sobre minha atuação enquanto "escritor de poesia" pois me chamar de "poeta" seria realmente uma pretensão imensa...
Durante o finito namoro, de eterno e infinto amor, enquanto durou nessa forma, do qual já falei algumas vezes, o que não me faltava era inspiração. Dessa época nasceram os textos líricos mais belos que já escrevi.
A partir de fevereiro do ano passado, e por vááários meses, pelo menos até setembro, vivi a sina do "maior abandonado", alienado involuntariamente da inspiração que possuía para escrever poesia e apenas no fim do obscuro túnel que foi esse mais recente ano fenecido, consegui reencontrar alguma luz para voltar a escrever poesia.
Desse período um pouquinho mais iluminado e caloroso é que nasceu o texto que aqui escreverei. Entretanto, como aquilo que lhe serviu de musa acabou por encontrar seu fim em um nebuloso e chuvoso fim cinzento de tarde, o que era para ser uma ode se tornou uma elegia.
De qualquer forma, ainda antes de fazer soar minha lira, colocarei aqui um verso de uma música do Barão Vermelho, de autoria do Frejat e de Dulce Quental, chamada "O Poeta está Vivo", que empresta seu belo título para este post.
"O poeta não morreu, foi ao inferno e voltou
Conheceu os jardins do Éden e nos contou
Mas quem tem coragem de ouvir
Amanheceu o pensamento
Que vai mudar o mundo com seus moinhos de vento"
Isto posto, só mais uma observação sobre minha lírica: Não seguirei nenhum estilo ou modelo lírico específico, assim, acho que ela poderia ser chamada de poesia modernista livre.
Agora sim, vamos lá:
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"Elegia a uma Filha do Sol"
por Renato de Faria Cavalheiro.
Quando lhe vejo
Meu coração se farta de Luz e Calor.
Quando ouço sua voz
Sou tomado por Angelical Júbilo.
Quando nos tocamos,
Mesmo sem querer, me arrepio,
Como se um relâmpago e seu Trovão inconteste
Houvessem me atingido,
Resplandecendo,
Por todo meu ser.
Seu perfume é doce, macio,
Como um Jardim Campestre dos Idílios,
Coberto das mais Delicadas Flores.
Estar em sua companhia
É assistir o Pôr do Sol,
Deitado em tal Jardim,
Nas encostas da Singela Colina
Que, em seu seio, o abriga.
Poderia Tu, Filha do Sol,
Encantar-se por um Varão Atlante ?
...
Chora o Céu em resposta;
Banha-se a terra em suas lágrimas ardentes.
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Enfim, é isso.
Grande beijo às doces moças, abraço, tudo de bom e felicidades a todos e todas que por aqui trazem a música de suas almas.
Até mais.
De seu amigo,
Renato F.C.
P.S.: Jak, pode-se dizer que esse é o primeiro passo em direção à ficção que pediste. Espero que tenha gostado. Em breve, esse seu desejo será realizado.

