segunda-feira, abril 30, 2007

Nota (Senti)Mental

Olá amigos e amigas do Renatadas. Tudo bom ? Espero que sim.

Nos últimos dias ocorreu um evento que fez com que a interpretação que minha mãe teve em relação à natureza da música que postei em meu texto anterior fizesse ainda mais sentido...

Dada a natureza absolutamente íntima desse acontecimento, e o fato de ele envolver outras pessoas, não relatarei aqui exatamente o que aconteceu, apenas expressarei, por meio deste post, os sentimentos que foram despertados nesse que vos escreve em decorrência disso.

E querem saber como farei isso ?

Trago para vocês dois trechos extraídos de uma composição de Paulinho da Viola, uma música que, acredito eu, todos vocês conheçam, mesmo que não saibam.

Essa música se chama "Dança da Solidão" e os trechos que, neste exato momento, possuem um caráter profundamente significativo para mim são os seguintes:

Primeiro trecho:

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Desilusão, desilusão
Danço eu dança você
Na dança da solidão.

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Segundo trecho:

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Quando vem a madrugada, meu pensamento vagueia
Corro os dedos na viola, contemplando a lua cheia
Apesar de tudo existe, uma fonte de água pura
Quem beber daquela água não terá mais amargura.

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Ah, e tem mais, amigos e amigas:

Para aqueles que estão acompanhando a jornada de redescobrimento e limpeza na qual me envolvi ultimamente, tenho mais uma novidade:

Após esse evento, estou me desfazendo, exatamente neste instante, de um grande amontoado de coisas, especialmente expectativas, as quais entulhavam uma parte muito importante de meu ser, atrapalhando minha capacidade de discernir uma série de coisas relativas ao meu passado, coisas essas que estão muito mais claras, "agora que a tempestade se foi", e diferenciadas, após terem sido nova e definitivamente colocadas sob a luz do Sol e das muito subjetivas razões que até minha própria razão desconhece.

Enfim, mais espaço para os presentes que o presente oferece para cada um de nós.

Um beijo às admiráveis moças, um abraço, tudo de bom e felicidades a todos e todas que me admiram e me inspiram a buscar ser uma pessoa que a cada dia aprende mais e melhor a eterna arte de viver bem comigo mesmo e com o mundo onde trilho os tortuosos caminhos de minha experiência.

Até mais.

De seu amigo,

Renato F.C..

sexta-feira, abril 27, 2007

Descascando Abacaxis

Olá amigos e amigas do Renatadas. Tudo bom ? Espero que sim.

Hoje, pela primeira vez desde o nascimento do Renatadas, eu irei publicar aqui uma letra de música que escrevi.

Aliás, para quem ainda não sabia, além de metido a escritor de prosa e poesia, eu também sou metido a compositor e, nessa brincadeira, eu já tenho compostas por volta de 20 músicas, contando melodias que compus sozinho e as participações em músicas junto a alguns amigos meus.

A maioria absoluta dessas músicas foram compostas em parceria com meu grande amigo, excelente guitarrista e competentíssimo compositor, Renato Sapienza, também conhecido como Sapo, sendo a maioria dessas destinadas a compor o repertório de nosso antigo projeto/sonho musical, nossa eterna e amada banda Perpetual.

Algumas outras são aquelas que eu guardo como sendo o que eu e o Sapo chamamos de "Carreira Solo", designação que identifica as músicas que não se encaixam no som da Perpetual.

Finalmente, as poucas composições restantes são aquelas que fiz em parceria com outros músicos e musicistas com os quais já tive a oportunidade e o prazer de colaborar.

Isto posto, aí vai, em sua premiére, o mais novo fruto de minhas inspirações matutinas, fruto esse que me fez o favor de nascer às 6:30 da manhã da última quarta-feira. Espero que vocês gostem.

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Peeling Pineapples
Letra por Renato de Faria Cavalheiro
Música por Renato de Faria Cavalheiro e (????)

Wonderful

How the time can makes some things clearer
The same tide that allows us to forget
Bring light over past happenings
Showing us the real meanings
Of what really matters
On our lives.

Friendship

People says that it is the truly love
But sometimes it is much more than this
It's a road to the happiness,
It's a stairway to heaven
A path to the Absolute
On our lives.

Bridge

Sometimes we have no choice
Sometimes we have no way out
Take a deep breath
And let's do it

Chorus

Peeling pineapples
Four hands makes it much much easier,
Easier

Peeling pineapples
Four hands makes it much much easier,
Easier


So, open your mind

Look yourself, your life by children's eyes
That's the way how our memories
Teaches us about the living
And the expression of our beings
The secret of the plenitude
On our lives

Bridge

Chorus

Solo

Wonderful

How the time can makes some things clearer
The same tide that allows us to forget
Bring light over past happenings
Showing us the real meanings
Of what really matters
On our lives.

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Bem, agora que vocês já conhecem a letra da música, contarei para vocês uma breve história sobre meu modo de compor e sobre essa música em específico.

Minhas composições, normalmente, surgem com muito mais freqüência quando acontece comigo algum evento que acaba por afetar minha psique de uma forma meio negativa, ou seja, essas idéias musicais costumam emergir em minha mente quando eu estou triste, chateado, ou deprimido por algum motivo. Esse é, inclusive, o caso da música que vou publicar aqui... Entretanto, não era essa a idéia que eu tinha quando comecei a escrevê-la.

Como disse acima, às 6:30 da última quarta-feira, dia 25/04/2007, eu acordei com uma melodia na cabeça, a qual já vinha acompanhada de uma temática definida e de algumas palavras perdidas no meio dessa linha melódica. A primeira palavra: "Wonderful".

Pensei: "Pôxa, vou fazer uma música a respeito da amizade. Uma espécie de ode à amizade..."

Baseado nessa idéia, peguei um lápis, meu caderno de idéias e comecei a compor.

Por volta das 9:30, eu terminei a maior parte da música, tendo faltado apenas o "Bridge", que me surgiu no ônibus, quando ia, na tarde desse mesmo dia, para a USP.

Como estávamos só eu e minha mãe em casa, aproveitei para mostrar para ela essa minha nova incursão pelo mundo da música. Ela, que entende pouco de inglês, mas muito de música, ouviu e perguntou:

"- Sobre o que é essa música, filho ?"

Respondi:

"- Sobre a amizade, mãe."

Então ela disse:

"- Nossa, eu achei a melodia triste... Como se alguém tivesse perdido algo lá atrás, no passado, e estivesse deixando isso prá trás de uma vez..."

Na hora que ela terminou de dizer isso, vivi um momento epifânico, fiquei estupefato e não sabia o que dizer... Era exatamente isso !!!!

Nem eu sabia muito bem por quê havia composto esta melodia e minha mãe, por meio de sua intuição e do som que cantei para ela, captou exatamente o que estava se passando nos mais obscuros recônditos da minha subjetividade.

Bem, amigos e amigas, não sei quantos eu decepcionarei com esse fato, mas a verdade é que ainda não estou pronto para lhes dizer o que eu estou deixando para trás. Talvez alguns de vocês descubram o que é, pois está absolutamente evidente na letra que escrevi. Aos outros faltarão referências, entretanto tentarei, assim que for possível, escrever aqui sobre as profundas motivações que me levaram a compor essa linha melódica.

Um beijo, para as moças, um abraço, tudo de bom e felicidades a todos e todas que participam da maior composição que este escriba e todos nós, seres humanos, realizamos durante nossas existências: A nossa vida.

Até mais.

De seu amigo,

Renato F.C..

sexta-feira, abril 20, 2007

Estranho à Beleza

Olá amigos e amigas do Renatadas. Tudo bom ? Espero que sim.

Para vocês, que estão acompanhando essa minha jornada de limpeza interior, descobertas, redescobertas, mudanças e ações firmemente plantadas no presente, aqui vai mais um reporte a respeito daquilo que tenho encontrado formando o entulho que se acumula em meu ser.

No mesmo dia em que percebi as questões relacionadas à vivência do presente sobre as quais escrevi em meu post anterior, também emergiu em minha psiqué uma impressão que eu considero bastante inquietante: A impressão de que estou, nesse exato momento, estranho à beleza.

Para aqueles que, em uma primeira leitura, não enxergarem muito sentido nas últimas palavras que escrevi na frase anterior, abro um pequeno parênteses para definir a palavra "estranho".

Conforme nosso conhecido "pai dos burros", o grande Aurélio, estranho pode apresentar uma série de significados: Incomum, anormal, desusado, forasteiro, estrangeiro, alheio, singular, extravagante e misterioso.

No caso das linhas aqui apresentadas, ao menos na imensa maioria de seu aparecimento, o significado que a palavra "estranho" apresentará é exatamente aquele que eu acho ser o menos utilizado na língua portuguesa, ou seja, "estranho" como alheio ou, se assim como eu, vocês preferirem, "estranho" como alienado.

Pensando bem, talvez alienado não seja o entendimento mais indicado para essa palavra no sentido que ela terá aqui... Alienado passa a idéia de que eu estou sofrendo uma imposição contra a qual eu pouco, ou nada, posso fazer, e isso não é verdade...

Da mesma forma, alheio me parece passar a idéia de que eu estou ativamente me afastando de algo, o que também, e em absoluto, não é verdade...

Assim sendo, acho que o melhor seria entendê-la dinamicamente, como algo que transita entre o alheio e o alienado porque sim, tem horas em que me sinto realmente rejeitado e descartado pela beleza e também porque sim, tem horas em que eu me coloco em uma posição de frontal rejeição à beleza. Aliás, foi precisamente minha percepção da ocorrência desses dois fatos que me leva a escrever o texto que vocês ora lêem.

Definido o sentido de estranho, falarei sobre o sentido de beleza.

Beleza, nesse amontoado de palavras que ora reúno, fala de tudo que eu, particularmente, considero belo, mesmo que essa minha concepção não seja uma unanimidade. Inclusive, acredito que ele falará mais daquelas coisas cuja concepção de beleza vem diretamente de meu âmago mais subjetivo.

Bem, indo agora mais diretamente ao assunto desse texto, por mais esquisito que possa parecer, realmente tem horas em que eu tenho a impressão de que a beleza me rejeita. E o grande ponto a ser pensado está realmente aí. Por favor, acompanhem meu raciocínio:

É aquilo em que eu enxergo beleza que me rejeita ou sou eu, em minhas questões interiores relativas à minha auto-estima, que me considero rejeitado ?

Ora amigos e amigas, me vejo inclinado a acreditar que, embora pense que o primeiro caso aconteça até com uma certa freqüência, o segundo caso é muito mais recorrente.

Digo isso pois acredito que a maior parte do tempo as pessoas, especialmente aqui em São Paulo e nas demais grandes metrópoles do mundo, são indiferentes umas às outras. E é com um razoável pesar que eu admito: Essa indiferença, em alguns momentos menos confiantes, me faz sentir indigno e, por direta conseqüência, rejeitado e mal comigo mesmo.

E quando isso acontece, qual é minha mais freqüente reação ?

Fechar-me, "reduzir-me à minha insignificância". E a partir daí, o que ocorre ?

Eu realmente permaneço um imprevisível tempo fechado com relação à beleza, alienando-me à ela.

E querem saber qual o aspecto que eu considero mais cruel nesse "imbróglio" todo ? É que o momento em que me sinto mais confortável é exatamente esse último.

Além disso, é exatamente passar por esse estágio do processo insano descrito aqui que me permite retornar para uma posição psicologicamente confortável e, depois da virada de algumas ampulhetas, voltar a me abrir para apreciar a beleza e, dessa forma, reiniciar todo esse círculo vicioso...

E eis que se esclarece absolutamente o desafio que essa questão me impõe: Quebrar esse círculo !

Ou seja, manter-me sensível à beleza o suficiente para apreciá-la em tudo que ela tem de melhor e, ao mesmo tempo, manter-me internamente forte e consciente de meu valor para que, a partir dessa apreciação, eu não venha a me sentir depreciado.

Querem saber de mais uma coisa: Esse último monte de entulho que movi e agora me comprometo a remover, o quanto antes, de meu ser, certamente, vai, além de abrir um grande espaço em meu ser, me deixar muito mais livre, leve e solto para realmente admirar, e até mesmo usufruir as belezas do mundo de uma maneira muito mais positiva e agradável.

Beijão procês, belas meninas, um abraço, tudo de bom, felicidades e até mais a todos e todas que, por meio de suas tão belas e agradáveis subjetividades embelezam o mundo com o qual convivo mais próxima e freqüentemente.

De seu amigo,

Renato F.C..

P.S.: "Patience, young Honey, and may the Force be with all of us."

P.S. II: But "nice, kind and handsome" is yours veeeeery, veeeeery kindness.

P.S. III: Muitissíssimo obrigadasso a todos os comentadores e, conseqüentemente, colaboradores desse que ora escreve por terem registrado, no último post, o número recorde de comentários que já tive a oportunidade de receber aqui no Renatadas. E não bastasse serem tão numerosos, alguns dos comentários ainda foram profundamente criativos e divertidos. Enfim, saibam que vocês fizeram desse amigo de vocês um cubo muito, mas muito feliz mesmo. Mais uma vez, agradecidíssimo. :-D

sábado, abril 14, 2007

O Tempo do Agora

Olá amigos e amigas do Renatadas. Tudo bom ? Espero que sim.

Começou minha faxina interior, o primeiro passo para minha mais recente jornada.

É engraçado para mim, as primeiras partes abordadas nessa limpeza foram exatamente aquelas que, no momento, considero as mais importantes e essenciais, ou seja, vida amorosa e vida profissional. Meu Deus, há tanto a ser feito...

Ei, querem saber de uma coisa ? Prá variar eu tenho uma teoria sobre o motivo que levou à ocorrência desse fato. É o seguinte:

Acredito, piamente, que a quantidade de coisa acumulada que existe em minha consciência é muito maior no que concerne a esses dois temas, do que aquilo que aqui existe concernente a qualquer outro tema, se os considerarmos individualmente.

Ah, e tem outra coisa que me chamou atenção:

A maior parte desse acúmulo é formada por concepções, crenças, idéias, vivências, projeções, compreensões, visões, significações e relações profundamente arraigadas em minhas memórias e, o que me surpreendeu um pouco, em meus sonhos. Descobrir isso foi realmente significativo para mim, sabem por quê ? Explico:

Ao abordar essa bagunça toda, cuja maior parte ainda se acumula em minha mente, percebi um fato que considero profundamente inquietante: Tenho conduzido minha vivência com base no passado e no futuro e, aí está a epifania, ignorando o presente.

Por "increça que parível", percebo agora outro fato importantíssimo com relação à minha sensação de que não estava conseguindo dar vazão às ações ligadas à construção diária de meu projeto de vida... Afinal, como construir, tijolinho por tijolinho, um projeto de vida, se não se está prestando a devida atenção ao presente ?

Assim, tornou-se claro para mim que uma outra atitude que preciso assumir é voltar a viver minha vida, a priori, prestando a maior atenção que eu for capaz nos exatos momentos que tenho vivido e saboreá-los, curtí-los, vivenciá-los em toda sua beleza, em todos os desafios que eles me impõem, em todas as idiossincrasias que eles apresentam. Apenas desse modo conseguirei realizar todas as tarefas ligadas a meu projeto de vida que estão enfileiradas em minha mente, colaborando tanto para o esvaziamento de meu pensamento, quanto para a própria transformação de cada etapa desse meu projeto, e, conseqüentemente, do próprio, em uma realidade dia após dia constituída.

Não será fácil voltar a viver o presente após passar tanto tempo considerando em minha mente apenas o passado e o futuro. Precisarei de uma prática diária, a qual, aliás, comecei hoje mesmo, neste exato momento presente.

Um grande beijo para vocês, queridas moçoilas, um abraço, tudo de bom e felicidades a todos e todas que me permitem curtir o presente que é ter vocês presentes nesse presente momento em que me comprometo comigo mesmo a uma nova maneira de vivenciar o presente.

Até mais, amigos e amigas.

De seu amigo, aqui e agora presente,

Renato F.C..

quinta-feira, abril 12, 2007

Sobre-Peso na Consciência

Olá amigos e amigas do Renatadas. Tudo bom ? Espero que sim.

Como vocês podem perceber olhando para as datas de meu último post e desse que vocês ora lêem, fica claro que estou há 8 dias sem publicar nada por aqui.

Querem saber de uma coisa: Esse fato, ficar 8 dias sem escrever nada para publicar aqui, me incomoda profundamente. E querem saber por que fico tão incomodado ? Explico:

Quando não escrevo algo que eu ache interessante publicar aqui, ou no Fé, eu me sinto como se duas coisas acontecessem.

1- Tenho deixado de pensar.

2- Estou com a "cabeça vazia".

Entretanto, o que mais tem me incomodado ultimamente é que nenhuma das duas coisas têm ocorrido comigo ultimamente.

Nos últimos tempos eu não só tenho pensado como, às vezes, tenho a nítida impressão de que estou pensando demais. Além disso, sinto como se minha cabeça estivesse muito cheia, lotada, como poucas vezes ela esteve. Assim sendo, ¿ Qué pasa ?

"Pasa" que eu estou justamente com a mente cheia demais para que eu consiga pensar decentemente. E isso é odioso !!!!

Imaginem, amigos e amigas, eu tenho acumulado tanta coisa, tanto peso morto, tanta coisa inútil, tenho acumulado tanto, tanto, tanto, que, quando vejo tudo o vulto da faxina que precisa ser feita, tem até mesmo me faltado a força interior para que eu a faça e, finalmente, retire todo o lixo que já se amontoou, todas os desagradáveis emaranhados de teias de aranha que estão aumentando indiscriminadamente, todo o entulho que toma conta dos mais variados espaços que existem ainda vazios em minha consciência.

Agora, uma coisa é certa: Não é só o lixo que tem se acumulado em minha mente.

Com todo esse sobre-peso para suportar, outra coisa que tem me faltado é a força interior para investir nas essenciais tarefas que participam daquilo que eu reconheço, muito distintamente, como meu "Projeto de Vida", a jornada que eu trilho em busca daquela que eu chamo de "Estrela de Belém", já diversas vezes citada nesse ciberespaço.

E, para piorar um pouquinho, sabem o que acontece com essas tarefas com as quais eu não tenho conseguido lidar devido a esse sobre-peso ? Acumulam-se junto ao lixo, às teias de aranha e ao entulho, aumentando ainda mais essa carga inútil que minha mente tem suportado.

Desse modo, acredito que cabem os seguintes desafios à esse que ora escreve:

I- Eliminar todo o lixo, as teias de aranha e o entulho que está acumulado em minha mente tomando cuidado para que as tarefas ligadas ao meu projeto de vida não sejam, por engano ou distração, eliminadas junto com esse monte de detritos.

II- Limpar e desinfetar, da melhor maneira possível, todo e qualquer milímetro de espaço que surgir após o cumprimento do desafio I, inclusive polindo as tarefas ligadas a meu projeto de vida para que seu viço seja renovado.

III- Promover a correta vazão das tarefas ligadas a meu projeto de vida de tal forma que, com o viço renovado, elas também colaborem para a renovação diária desse elemento que, atualmente, tem uma papel tão essencial em minha vida quanto o ar que eu respiro ou o alimento que eu consumo.

Ah, e algo que acho importante ressaltar é que o aspecto mais desafiador de todos esses trabalhos, que não são doze, mas que eu particularmente considero "hercúleos", é que todos eles precisarão ser feitos ao mesmo tempo, pois nem o tempo, tampouco minha mente ou minha vida poderão ser interrompidos para que eu os realize.

Enfim, está na hora de, prá começar, tirar a armadura e pegar o bordão, o cantil, uma muda de roupas e uma mochila pequena pois, diante de mim, abre-se uma pequeno pedaço de meu idiossincrático Caminho de Santiago.

Por favor, amigos e amigas, desejem-me sorte. Prometo, em troca, contar-lhes um pouco sobre essa minha jornada em alguns textos que o Renatadas trará num futuro não muito distante.

Beijão para as belas damas, um abraço, tudo de bom e felicidades a todos e todas que me presenteiam com todo o prazer e toda fortuna que é poder conviver com vocês.

Adeus, e até mais.

De seu amigo, em jornada de reforma,

Renato F.C..

quarta-feira, abril 04, 2007

Stella Renata

Olá amigos e amigas do Renatadas. Tudo bom ? Espero que sim.

Embora eu acredite que seja possível haver essa impressão, esse post não falará do nome que terá minha filha, caso eu venha a ser abençoado com uma. hahahaha... ;-)

Entrando na onda "quem conta um conto", inaugurada pelo Pierrot Louco, blog amigo-irmão do Renatadas, o título desse post reproduz o título de uma singela historinha que publicarei aqui.

Espero que vocês gostem.

Sem mais delongas:

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Stella Renata
por Renato de Faria Cavalheiro

Era uma vez um jovem inexperiente, tímido e carinhoso, com grande interesse em conhecer profundamente o amor.
Era uma vez uma jovem inexperiente, curiosa e impetuosa, com grande interesse em praticar profundamente o amor.
Eles sabem o que querem. Ambos sabem. Ambos querem.

Um certo dia, eles se encontraram. Obra do acaso, destinos cruzados em espaço aleatório.
E, por mais estranho que pareça, eles souberam.

Num sorriso trocado para além de suas faces, palavras leves se fizeram. Tão leves, flutuaram pelos céus que cada um guardava dentro de si, tal qual a brisa primaveril das auroras róseas, perfumadas em florais, elevando seus espíritos para um lugar muito além daquele onde seus corpos se encontravam.

Nesse momento, em que as nuvens nada mais eram do que sutis colinas brancas a correr por baixo de ligeiros pés, deu-se uma transformação. Parte do caloroso ar que se abrigava no âmago desses jovens resfriou-se, rapidamente, como nos fins de tarde que abraçam as chuvas de verão. Arrepios... Liberdade... Bem-estar... Prazer... A segurança do ventre não apenas relembrada, mas revivida fora dele.

Como não poderia deixar de ser, aquele momento encontra seu fim. Lá vão os jovens percorrer suas estradas, seguir suas rotineiras jornadas pessoais. Entretanto, algo mudou nesses jovens. Falta alguma coisa. Onde está a rotina ? Onde está minha solidão ? Aquela jovem pessoa se foi, então por que os ares de sua presença não deixam meu ser ? Aquela jovem pessoa tão agradável, tão, tão... Amável... Amável ?

Repentinamente, voltamos ao inverno. Súbito voltamos ao frio. E lá está ele novamente, o parasita, o sombrio predador das sobras de nossos seres. Lá está ele apenas esperando por nós, apenas esperando para que sejamos seu alimento: Lá está ele !

Terrível, surge seu rosto disforme. O medo, gélido, cortante, cruel, impiedoso. A seu lado direito, com sua face obscura e seu olhar hipnotizante, sua inseparável consorte (melhor seria com-azar), a insegurança. A seu lado esquerdo com sua feição indecifravelmente séria e assombrosa, sua lasciva concubina, a incredulidade.

Podem imaginar, como seria natural, que nada de bom pode se esperar de tão malfadada união. Assim eis que surgem, como que espontaneamente nascidas dos dejetos de nossa humanidade, as desagradáveis larvas dessas criaturas repugnantes, as dúvidas. E elas não surgem sozinhas, nunca. Surgem sempre aos montes e se agarram à humanidade, sugando o quanto podem de nossa força interior e de nossa saúde holística.

Eis então a hora da verdade. Os jovens devem decidir: Permitirão que as dúvidas os corroam e forneçam ainda mais alimento, força e vulto ao medo e suas parceiras ? Reunirão suas forças interiores e batalharão por aquela fugidia primavera ?

Mais uma vez, os destinos convergem. Às armas, à peleja, definitivamente, ao amor.

No campo onde cada um combate o melhor de todos os combates, os ataques às forças malignas do medo ocorrem em duas frentes: Vanguarda e retaguarda. Nenhum do jovens sabe isso de antemão, lutam como se houvesse um túnel a ser aberto na direção da primavera que viveram na companhia um do outro. Batalham, batalham, batalham,... Combatem, combatem, combatem,... Lutam, com toda a bravura, força e capacidade que possuem, sem olhar para trás, sem temer, sem fraquejar...

De repente, abre-se o céu. Os cantos dos pássaros ecoam novamente. Eis que, no meio, exatamente no centro absoluto do campo de batalha, os jovens se reencontram. Desse reencontro, uma pequena, brilhante e calorosa estrela, um pequeno Sol, toma forma, abarcando tudo e todos nesse local. Ao medo, agora abandonado por suas parceiras, a insegurança fugitiva, e a incredulidade morta, nada mais resta além de bater em retirada com o pouco que sobrou de suas forças e esconder-se, esgueirando pelas pouquíssimas sombras que ainda restam.

Com uma troca sorridente de olhares e a partir dessa estrela, novamente se faz presente a primavera, que a tudo colore, perfuma, aquece, deleita, encanta e abriga. E no decorrer dessa epifania de cores, prazeres e amores, uma doce voz ecoa.

- Stella Renata, cá estou eu. O Amor de vocês me trouxe de volta. Enquanto cultivarem essa terra com os belos sentimentos de seus corações, enquanto habitarem-na, enquanto dançarem e cantarem sobre ela, sempre haverá aqui os mais doces frutos, os mais belos e agradáveis pássaros canoros, as mais agradáveis temperaturas, os mais delicados perfumes e as mais belas visões que seus olhos puderem enxergar.

- E estejam certos que, enquanto cultivarem e desenvolverem seu Amor, devido à imensidão da força que Ele adquirirá, o maligno medo fugirá daqui e vocês estarão absolutamente livres dele. Apenas tenham cuidado, pois se derem ao medo uma nova morada nas terras do Amor, ele invariavelmente a enfraquecerá, corrompendo-a aos poucos e tomando a para si conforme o Amor abandonar à própria sorte esses espaços insalubres.

Então, da fala doce, a voz se tornou um melodioso e belíssimo canto, que foi fenecendo até perder-se entre os cantos dos inúmeros pássaros que rodeavam o casal de jovens, voando em uma charmosa, dançante, alegre e colorida ciranda, emoldurada por pétalas das mais diversas flores, plumagens e folhagens que o vento fazia flutuar por todo o campo no mesmo momento em que os lábios se uniam numa efemeridade infinita.

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Sem mais, apenas peço-lhes, por favor, que desculpem o tamanho do post e compreendam que eu precisava dar vazão a todos esses "poliânicos" e mágicos sentimentos que, recentemente, recuperaram sua força dentro de mim.

Beijão para as belas meninas-flores, um abraço, tudo de bom e felicidades a todos e todas que colaboram com esse que vos escreve na recepção, no cultivo e no melhor aproveitamento das primaveras que, sazonalmente, ocorrem em meu âmago.

Até mais.

De seu amigo,

Renato F.C.

terça-feira, abril 03, 2007

FÉ - Capítulo IV: Assombrado Brilhante.

Olá amigos e amigas do Renatadas, tudo bom ? Espero que sim.

Tentando recuperar o ritmo após esse recesso todo, publico hoje o 4º capítulo da ficção que estou escrevendo e levando à sua apreciação no blog-irmão mais novo do Renatadas, o "Fé" (http://feh-kc.blogspot.com/).

Aqueles que tiverem um tempinho e puderem dar uma passadinha lá, por favor, recebam meu convite, e saibam que será uma grande honra para mim se vocês por lá comparecerem. Quem quiser comentar, reclamar, aporrinhar, dar sugestões ou deixarem por lá uma marca qualquer, por favor, sintam-se mais do que a vontade para tal. Será um grande prazer receber quaisquer colaborações de vocês.

Grande beijo para as moças, grande abraço, tudo de bom e felicidades a todos e todas que passam por esse espaço cibernético e, eventualmente visitam nosso espaço-irmão, abrilhantando-os de maneira muito especial.

Até mais.

De seu amigo,

Renato F.C.

segunda-feira, abril 02, 2007

Novas, algumas não tão novas assim...

Olá amigos e amigas do Renatadas, tudo bom ? Espero que sim.

Primeiramente, peço o favor de suas desculpas pelo longo recesso que se fez neste blog nos últimos tempos.

Em segundo lugar, registrarei resumidamente os fatos que fizeram com que este recesso ocorresse. Acredito que, ao dividir esses fatos com vocês, ficarão mais claras as razões de minha ausência enquanto blogueiro.

Primeiro de tudo, e muito importante, no dia 22/03 chegou de Las Vegas, retornando de uma viagem de trabalho que a manteve por lá por quase 5 meses, minha querida amiga Mel, que trouxe presentes e muita alegria para os membros do Arkfer, grupo de amigos do qual participo, sendo um de nós especialmente agraciado: O namorado dela, nosso amigo Utihata. E lá fomos nós dia 23/03 comemorar a chegada dela. Resultado: Histórias, curtição e nada de posts... hahaha... :-p

Então veio sabadão, 24/03, e lá fomos o Arkfer jogar R.P.G.. Resultado: Fim de campanha, curtição, mega lanche, giga sobremesa (petit gateau) e nada de posts... hahaha... :-p:-p

Daí teve o domingão e, recuperando uma regularidade mensal, ocorreu mais uma aventura da mais longa, agradável e divertida campanha de R.P.G. que jamais mestrei: A campanha do Círculo de Fogo de Luminia, em nosso mundo de criação coletiva, Falora. Resultado: Muito roleplay, curtição, papos, Madagascar, fuzzys, nutella, e nada de posts... hahahaha... :-p:-p:-p

Segunda e Quarta são dias da USP, então, nada de posts... Terça foi prá botar em dia todos os e-mails, scraps e blogs que não comentei durante o fim de semana supra citado, terminar de "tirar" a música cujo ensaio-laboratório teria que aplicar no CoralUSP e preparar o seminário que apresentei na quarta, dia em que acordei às 5:00 da matina e fui deitar 24:00... Resultado: Ótimo seminário, um sono monstruoso durante o ensaio do coro, bom ensaio-laboratório na aula de monitoria, insônia e nada de posts... Wuaaaaaaaaaaaaahhhh (bocejo monstro...) :-p:-p:-p:-p

Quinta rolou Academia, Aula Magna da Pós em Comunicação, ótimos contatos com professores e o grande evento do dia: Fly Con !!!! Resultado: Suor, bons papos cabeça, excelentes papos regados a mosquitos, ratos, x-salarva, anatomias privilegiadas, histórias familiares mal-interpretadas, muuuuita pizza e nada de posts... hahahahahahaha... :-p:-p:-p:-p:-p

Sexta rolou descanso, academia, atualização em e-mails, scraps, e blogs amigos, entrevista de emprego freela, calote, treino vocal, muuuuuito MSN, madrugada adentro inclusive, projetos de vida, curtição, pouco sono e nada de posts... hahahahahahahaha... :-p:-p:-p:-p:-p:-p

Sabadão foi praticamente igual à sexta, só que com uma agradabilíssima confraternização no Outback em comemoração ao aniversário de meu recente e já caríssimo amigo Regis, the "Light Bassus Dude", que fez 23 anos em 26/03. PARABÉNS, (cada vez mais) VELHÃO !!!! Ah, e deixo aqui um registro especial pelo aniversário de minha ainda mais recente e já querida amiga cibernética Anabat, entusiasta e grande incentivadora das tentativas literárias e blogueiras deste que vos escreve. PARABÉNS PELA MAIORIDADE, QUERIDA ANABAT !!!! (Aliás, cês não acham que esse apelido "Anabat" se encaixa perfeitamente em todos os títulos possíveis e imagináveis de filmes ???? Eu acho... hahahahahahahaha...) Ah, e parabéns pro namorado dela, meu herói, o "Super Espontâneo" Henrybat, que agora terá muito mais possibilidades para... huuummmm... como posso dizer... curtir o namoro... hahahahahahahahaha... (brincadeira, Velho... ;-)). Resultado: Academia, muuuuuuuito MSN, pouco sono, curtição e nada de posts... hahahahahahaha... :-p:-p:-p:-p:-p:-p:-p

Por fim, tivemos ontem, Domingão, ensaio da Agni, banda do Gâs e do Regis, no qual estiveram presentes os vocais, teclado, guitarra e """técnico de som"""... hahahaha... :-p; Depois R.P.G. - Início de campanha nova de Star Wars, a qual foi um evento memorável não só pela aventura mas também por ter conhecido um dos locais mais misteriosos do mundo do Arkfer, ou seja, a casa da família Utihata, onde pude conhecer o motivo desse local ser tão isolado e protegido por todos os membros da família supra-citada: Eles guardam um "Wii" lá dentro. (Nota do Autor: "Wii" é o nome do novo videogame extremamente divertido e viciante da Nintendo no qual, para jogar, você realmente faz com seu corpo os movimento que você quer que o personagem do jogo reproduza.); Como se não bastasse tudo isso, ainda tive ensaio da Consumação Máxima à noite, chegando em casa por volta das 24:00. Resultado: Conversa, tragédia anunciada, Darth Vad... digo, Anakin Skywalker, curtição, curtição e mais curtição, ensaio, mais curtição e... Nada de posts !!!! hahahahahahahahahahahahaha... :-p:-p:-p:-p:-p:-p:-p:-p

Enfim, espero que a estiagem de tempo e seu conseqüente e direto resultado sobre a minha freqüência de postagem acabe por aqui... Amanhã tem mais ! (espero... ;-))

Beijo para as moças, abraço, tudo de bom e felicidades a todos e todas que por aqui trazem suas tão inspiradoras presenças e demandas.

Até mais.

De seu amigo,

Renato F.C.

P.S.: Muito em breve, novidades no "Fé".